Notícias

Defensor Público Igo de Sampaio proferiu palestra durante Seminário Estadual de Tuberculose

Tamanho da letra A+ A-
Publicado em 26, maio de 2022 às 14:40

Seminário Sesapi

O Defensor Público Igo Castelo Branco de Sampaio, do Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Piauí, participou na última terça-feira (24) do IV Seminário Estadual de Tuberculose, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) no auditório da Escola Fazendária.  Na oportunidade o Defensor Público proferiu palestra sobre Direitos Humanos, Cidadania e Tuberculose, na Perspectiva da Legislação Brasileira.

O evento foi voltado para gestores e profissionais de saúde, além de pesquisadores da temática apresentada e teve como principais objetivos ampliar a perspectiva de controle da tuberculose no Estado, aprimorar a rede de cuidado da tuberculose no Piauí, aumentando sua cura e reduzindo a sua carga local, além de acabar com a discriminação e o preconceito.

Ivone Venâncio, coordenadora da pasta de Tuberculose da Sesapi, destacou os principais pontos do evento e da batalha travada no combate à tuberculose no Piauí. “Aqui abordamos a realidade das populações vulneráveis no Piauí dentro do contexto da tuberculose. Esse Seminário traz um olhar de desafio que é o de identificar os casos, tendo em vista dois anos de pandemia, a subnotificação. Estamos com  indicadores baixos. E existe tratamento, são seis meses, tudo pelo SUS. O Estado tem  esse olhar, a proposta de implantar a busca ativa, a  identificação dos casos. A tuberculose tem sinais e sintomas específicos e, uma vez identificada laboratorialmente, conseguimos quebrar a cadeia de transmissão da doença, tirando o Piauí dessa realidade de piores indicadores com relação ao Norte e Nordeste”, afirmou.

Sobre sua participação e a temática abordada, o Defensor Público Igo Castelo branco de Sampaio diz que “no tocante a participação no Seminário sobre Tuberculose, o Núcleo de Direitos Humanos recebeu o convite em razão da sua atuação na promoção de direitos humanos e monitoramento de políticas públicas, além da sua própria interface com políticas de saúde. Discutimos sobre a necessidade de uma atenção especial, citando um pouco sobre a legislação referente à questão de cidadania, direito de saúde e as questões específicas da tuberculose, fazendo a interface diante das pessoas presentes, que eram representantes da área da saúde de diversos municípios. Destacamos a necessidade do entendimento sobre política pública, integração dessas pessoas, de coibir práticas discriminatórias e,  em especial, de entender a pessoa com tuberculose como cidadão com os mesmos direitos dos demais, mas sabendo que esses direitos só se efetivam se forem garantidas políticas públicas específicas. Aí, dentro dessa reflexão, se pautou uma necessidade desse olhar específico para pessoas com tuberculose e de que cada dos presentes pudesse fazer essa reflexão junto ao seu município sobre a política integral de combate a tuberculose”, diz.