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Defensores Públicos participam de Estudo sobre Constelações Familiares

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Publicado em 13, março de 2018 às 17:00
Defensoria esteve presente no curso

Defensoria esteve presente no curso

As Defensoras Públicas Dra. Rosa Mendes Viana Formiga, Dra. Sheila Ferreira de Andrade, Dra. Andrea Melo de Carvalho, Dra. Lia Medeiros do Carmo Ivo Dra. Patrícia Ferreira Monte Feitosa, Dra. Wênia da Silva Moura e o Defensor Público Dr. Armano Carvalho Barbosa participaram no último sábado, dia 10, do estudo Constelação Projeto Famílias em Pauta, que foi realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, no auditório da Escola Superior de Advocacia (ESA).

Método psicoterapêutico recente, a Constelação Familiar trata-se de uma abordagem sistêmica, não empirista, ou subjetiva, desenvolvida pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

A dinâmica da “Constelação Familiar” tem como objetivo ajudar a solucionar conflitos na Justiça brasileira. A medida está em conformidade com a Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estimula práticas que proporcionam tratamento adequado dos conflitos de interesse do Poder Judiciário. A técnica vem sendo utilizada como reforço antes das tentativas de conciliação em vários estados.

O presidente da Comissão de Família e Sucessões da OAB-PI, Max Fontenele, falou do objetivo do encontro. “Estamos buscando nos adequar às inovações do Novo Código do Processo Civil, que estimula a utilização de técnicas inovadoras para a resolução de conflitos. Diante da situação caótico no nosso Judiciário, esse estudo representa uma saída”, frisou.

Apresentando dados das Varas de Família da Capital, a juíza auxiliar da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), Melissa Pessoa, abordou sobre a configuração dos processos que tramitam nas Varas em Teresina. “Os magistrados precisam estar sensíveis para perceber além das partes do processo, já que o processo de Família é o que mais traz uma carga emocional e que, por isso, poderiam ser utilizados na constelação familiar”, disse.

Em seguida, a palestrante Cleia Fernandes abordou o modelo cognitivo ocidental. “Esse modelo cognitivo prestigiou muito o pensar e fragmentou o conhecimento. Devido a isso, nós deixamos muito de lado o sentimento”, afirmou. A palestrante abordou ainda a evolução do ordenamento jurídico, com a ideia de que surge com o foco na litigiosidade.

Segundo a Defensora Pública Dra. Sheila de Andrade Ferreira, a aplicabilidade do estudo para a Defensoria é “poder colaborar muito com as soluções de conflitos na seara no Direito das Famílias. Essas novas técnicas são essenciais para o restabelecimento de vínculos, favorecendo a solução das lides”.

Na opinião da Defensora Pública Dra. Patrícia Monte, a Constelação Familiar “é essencial para promover uma cultura de paz e o êxito em acordos eficazes, que o Defensor Publico e as pessoas ligadas ao sistema de Justiça se apoderem de instrumentos alternativos para que provoquem a consciência dos atores do conflito e o habilitem a resolver suas próprias questões. Este é o melhor meio não só para por fim ao litígio mas para trabalhar uma cultura de paz. E na minha percepção a Constelação Familiar é um desses meios”.

*com dados da OAB/PI