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Defensoria discute com FUNAI política s de atendimento ao povo Warao no Piauí

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Publicado em 13, dezembro de 2021 às 13:50

warao

Aconteceu na última sexta-feira (10), no auditório da Casa de Núcleos da Defensoria Pública , reunião entre o Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Instituição; Defensoria Pública da União e Fundação Nacional do Índio (FUNAI), oportunidade em que foram discutidas políticas públicas em relação a população indígena Warao que atualmente se encontra no Piauí.

“Não é de hoje que queremos discutir que medidas estruturantes podemos adotar para avançar nas condições de melhoria na assistência à população Warao que se encontra aqui no estado do Piauí, especialmente no acolhimento às crianças, assistência em saúde e educação.”, disse o Defensor Público da União, Edilberto Alves da Silva, presente à reunião.

Segundo o Defensor Público Igo Castelo Branco de Sampaio, do Núcleo de Direitos Humanos, na oportunidade foi repassado aos representantes da FUNAI a atual situação da comunidade Warao, assim como o acompanhamento que já vem sendo realizado junto a ela pela DPE e DPU. “Foram levantados alguns pontos, como o que a Defensoria já vem acompanhando junto a Infância e Juventude, que é o relacionado as crianças que se encontravam nas ruas e que foram temporariamente retiradas dos pais, caso já resolvidos com o retorno das crianças ao convívio familiar; assim como em relação a outras políticas públicas que proporcionem o acesso a alimentação, moradia e sustentabilidade. A ideia é fazer um paralelo com relação a melhorar o diálogo com os próprios Waraos, possibilitando uma organização para que os seus  representantes possam trazer suas reivindicações, e também pactuar com a FUNAI, entidades e órgão, como será esse trabalho mais centrado em um plano de subsistência e autonomia, evitando que fiquem presos em um ciclo de dependência e criando um  canal de comunicação efetivo entre eles e os serviços públicos, para que se possa otimizar a prestação de serviços e trabalhar na linha dessa sustentabilidade. Nesse contexto a Defensoria, por meio do Núcleo de Direitos Humanos, juntamente com a DPU, podem servir como mediadores”, explicou Igo de Sampaio.