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Defensoria garante tratamento vital para bebê com cardiopatia grave desde o ventre da mãe

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Publicado em 05, julho de 2018 às 19:08
Empenho da equipe do Nucideca foi fundamental para a família de Luís Guilherme

Empenho da equipe do Nucideca foi fundamental para a família de Luís Guilherme

Luís Guilherme, hoje com seis meses, foi diagnosticado com Síndrome Hipoplasia do Coração Esquerdo, uma cardiopatia congênita grave, ainda na barriga da mãe, Tuane Costa dos Santos, nas 28 semanas de gestação através de um exame de ecocardiograma fetal. Em um caso inédito no Piauí, a Defensoria Pública do Estado, por meio do Núcleo Cível Especializado de Defesa da Criança e do Adolescente (Nucideca), ajudou a garantir ao bebê o direito à vida e atendimento especial logo após o nascimento. Mãe e filho foram atendidos em São Paulo, onde a criança passou pela a primeira de três cirurgias.

A história chegou ao Nucideca da Defensoria Pública por intermédio do conselheiro Tutelar Djan Moreira, que orientou Tuane Costa a procurar ajuda na DPE-PI. “Infelizmente aqui em Teresina não tem tratamento para cardiopatias congênitas, principalmente as mais complexas. Por intermédio do conselheiro Tutelar Djan Moreira, fomos à Defensoria e entramos com uma ação contra o Estado, para custear o tratamento do Luís Guilherme. Foi uma luta bem grande. Mais de um mês de briga. Eu estava quase que no limite e não podia ir de voo comercial. Graças a Deus, a gente conseguiu. Ele tinha que nascer no local onde ia fazer o tratamento, porque ao após o parto ele já precisaria dos primeiros cuidados”, relembra Tuane.

Tuane hoje comemora a recuperação de Luís Guilherme

Tuane hoje comemora a recuperação de Luís Guilherme

Luís Guilherme nasceu em São Paulo e depois de quatro dias, passou pela primeira cirurgia. Ao todo são três, todas garantidas pela Defensoria Pública. “É um problema que não tem cura. São cirurgias de adaptação, ou seja, adapta o lado direito para trabalhar, porque o lado esquerdo não funciona”, diz Tuane.

Agora Luís Guilherme se prepara para a segunda cirurgia. Por recomendação médica, ele se alimenta por sonda, para ganhar mais peso e resistência, e toma 11 medicações de uso contínuo. “São medicações bem caras, mas que temos que comprar porque ele não pode deixar de tomar. O leite também é especial e caro. A Defensoria recomendou entrar com uma ação para o Estado custear a medicação e alimentação do Luís Guilherme”, conta.

Segundo a Defensora Pública Dra. Karla Cibele Teles de Mesquita Andrade, Titular da 2ª Defensoria Pública da Infância e Juventude e Diretora de Núcleos Especializados da DPE-PI, a vitória no caso de Luís Guilherme foi uma recompensa.  “Ter participação na luta vitoriosa pela vida do Luís Guilherme foi emocionante. Ver nossa Instituição ser instrumento útil para garantir o bem maior da vida é uma recompensa sem igual ao nosso trabalho”, pontua.

Quando relembra a história que passou para ter o segundo filho, o sentimento de Tuane Costa é de gratidão pela atuação da Defensoria Pública em um caso onde o bebê ainda estava na barriga da mãe. “Palavra que eu tenho é só gratidão. Agradecer pelo empenho. No meu caso, o que eu pude ver é que realmente a justiça é feita. A lei é cumprida. Eu só tenho agradecer pela atenção e dedicação dada ao nosso caso. A Dra. Karla Cibele e a Karina Raquel sempre esclareceram muito bem a situação e sobre o que tinha que ser feito. E a gente corria atrás de tudo o que precisava para conseguir que eu fosse transferida ainda com ele na barriga. Se o Luís Guilherme tivesse nascido aqui, eu acho que não estaria com ele nos meus braços hoje”, diz emocionada.

Família de Luís Guilherme com o Conselho Superior da Defensoria Pública

Família de Luís Guilherme com o Conselho Superior da Defensoria Pública