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Defensoria participa de Audiência Pública sobre serviços de saúde pessoas com deficiências

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Publicado em 11, maio de 2022 às 09:41

Defensoria participa de Audiência Pública sobre serviços de saúde pessoas com deficiências

A Defensoria Pública do Estado do Piauí esteve presente nesta segunda-feira (09) à Audiência Pública realizada na Câmara Municipal tendo por objetivo discutir o funcionamento da regulação de acesso aos serviços da rede pública de saúde de Teresina aos pacientes com transtorno do espectro do autismo e outras deficiências.A Audiência foi proposta pelo Vereador Venâncio Cardoso.

A Defensoria Pública foi representada pelos Defensores Públicos José Tadeu de Macedo Silveira e Igo Castelo Branco de Sampaio, respectivamente dos Núcleos Especializados da Saúde e dos Direitos Humanos e Tutelas Coletivas.

O Defensor Público José Tadeu Silveira destacou a importância de trazer o tema para debate – “Essa Audiência é importante no sentido de se tentar resolver todos os problemas surgidos contra os deficientes, porque estão relatando que está havendo dificuldades para solucionar os diversos problemas e com isso provavelmente irá melhorar o atendimento dos assistidos. É sempre bom ter a melhoria dos serviços de saúde em relação a todas as pessoas e, principalmente em relação aos deficientes que têm a necessidade de maiores cuidados no aspecto da saúde”, afirmou.

O Defensor Público Igo de Sampaio também destacou a relevância da discussão e a necessidade de um olhar diferenciado para a causa. “Aqui é um ponto de partida, estou crente que faremos vários encaminhamentos nesse pleito junto a rede de saúde, mas o problema é muito mais amplo passando pela questão de uma sociedade capacitista, do trabalho, do lazer, da educação, entendemos que está tudo interligado e vemos a necessidade, importante e emblemática, do diagnóstico precoce. Inclusive apresentamos a sugestão que seja pedido um diagnóstico da situação para  que possamos ter acesso às informações da regulação do Município. Vamos informar a uma mãe, cujo filho tem o transtorno de autismo, qual o passo a passo que tem que seguir, saber se nos Caps tem profissionais suficientes. Entendemos que são várias prioridades. O problema maior não é só manter as políticas públicas, mas não termos informações, ficarmos em questões genéricas. Aproveitando que estamos aqui na Câmara Municipal destaco a questão do orçamento, que pode ser vista já para o próximo ano, não poderiam deixar outros planos para depois e destinar recursos para a saúde? Remanejar para a questão da criança com transtorno do autismo, que acaba ressoando em outras crianças com transtornos mentais e na saúde mental como um todo. Mas,  especialmente precisamos de um diagnóstico que nos diga quantas crianças com transtorno de autismo são tratadas, temos que olhar em todos os lugares, adequar o mundo para essas pessoas, ver as políticas públicas, as prioridades que são fixadas e, nesse sentido, coloco a Defensoria Pública à disposição, tanto nós do Núcleo de Direitos Humanos e da Saúde, como também da Pessoa com Deficiência, para ser mais um órgão a tratar dessa demanda”, afirmou.