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Defensoria Pública discute Educação em Direitos Humanos

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Publicado em 09, novembro de 2019 às 12:44
Dra. Carla Yáscar Belchior e Dr. Igo de Sampaio abriram o debate

Dra. Carla Yáscar Belchior e Dr. Igo de Sampaio abriram o debate

O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Piauí, que tem como titular o Defensor Público Dr. Igo Castelo Branco de Sampaio, realizou nesta sexta-feira (08), no auditório da Casa de Núcleos, o evento “Diálogos Defensoriais em Direitos Humanos – Educação em Direitos Humanos”, em parceria com o Comitê de Educação em Direitos Humanos do Estado do Piauí.

Debate aconteceu no auditório da Casa de Núcleos

Debate aconteceu no auditório da Casa de Núcleos

Participaram do momento a Subdefensora Pública Geral, Dra. Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior; a Professora Doutora  Maria de Lourdes Nunes, Secretária-Geral do Comitê de Prevenção e Combate a Tortura; o Professor Raimundo Nonato de Sousa, Coordenador do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos; a Professora Maria do Amparo Veloso, Coordenadora de Inclusão e Diversidade da Secretaria de Estado da Educação; a Coordenadora Estadual de Igualdade Racial, Assunção Aguiar, integrantes do Núcleo de Direitos Humanos e demais interessados no tema.

Abrindo os trabalhos, Dra. Carla Yáscar Belchior, destacou a necessidade de trazer o tema dos Direitos Humanos para o debate. “A Defensoria vem desenvolvendo esse  diálogo necessário. Precisamos dizer da nossa disposição e alegria em partilhar esse tema tão importante, que são os Direitos Humanos. Também temos procurado dar amplitude a essa temática, desenvolvendo projetos como o Vozes dos Quilombos, que leva atendimento e cidadania às Comunidades Quilombolas e o Defensoras Populares, que visa a formação de lideranças femininas, para que se tornem agentes multiplicadores dentro das suas comunidades”, afirmou.

O Coordenador do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos também se posicionou quanto ao debate. “Estamos trazendo para a agenda a questão da Educação em Direitos Humanos, como acontece de fato na educação, na escola e na educação não formal. Vamos apresentar as perspectivas a partir do Comitê, que é um movimento social organizado e tem tentado acompanhar essa agenda da implementação da Educação em Direitos Humanos na escola. Quando a Defensoria propõe essa escuta, cremos que é para nos articular melhor. É muito bom unir forças em prol de um projeto maior”, disse.

A Professora Amparo Veloso destacou a discussão dos Direitos Humanos dentro da escola. “Acho bastante interessante essa proposta da Defensoria, porque temos a necessidade  diálogo sobre essas demandas, principalmente na escola. A escola que tem autonomia, onde os professores trabalham com Educação em Direitos Humanos, e a Seduc, por meio da Gerência de Inclusão e Diversidade, acompanha essas ações, participando dos projetos e propostas. Então vemos com bastante louvor essa iniciativa da Defensoria, para que a gente possa discutir mais a Educação em Direitos Humanos, desmistificando a visão das pessoas nessa área e a ferramenta essencial para isso é a educação”, destacou.

A Secretária-Geral do Comitê de Prevenção e Combate a Tortura concorda sobre a necessidade de Órgãos e Instituições trazerem a questão dos Direitos Humanos para o debate. “É muito importante essa discussão, porque vai consolidar um projeto para educar em Direitos Humanos para o Piauí. A Defensoria, dentro da sua missão e propósitos e o Comitê de Educação em Direitos Humanos, como parceiro, para que possamos realizar um trabalho colaborativo conjunto, em prol da cidadania. A expectativa é a melhor possível, porque sempre que temos reuniões dessa natureza, saem projetos que podem ser implementados futuramente dentro dessa temática dos Direitos Humanos e da Educação em Direitos Humanos”, disse a Professora Lourdinha Nunes.

Dr. Igo de Sampaio chamou a atenção para o início de um debate que pode trazer significativas mudanças para a Defensoria e parceiros. “É muito importante, porque inclusive poderá esse ser um novo paradigma para a Instituição. É obrigação institucional da Defensoria essa educação em direitos, só que vemos que estamos muito ainda na mentalidade do litígio, acreditando que a Defensoria é apenas para facilitar o acesso ao judiciário. Discussões como essa são importantes,  na medida em que a gente vê a importância na garantia e promoção de Direitos Humanos e dentro desse novo olhar. É relevante quando trazemos representantes de outras Instituições,  para estar pautando essa discussão e é muito bom para a Defensoria se ressignificar, melhorando a atuação e se aproximando cada vez mais dos assistidos. Esse é um projeto do Núcleo de Direitos Humanos e esperamos que, com o tempo, seja possível puxar esse novo paradigma para a Defensoria,  a partir dessa discussão e atuação”, afirmou o Defensor Público.