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Defensoria Pública do Piauí destaca a necessidade de combate ao feminicídio

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Publicado em 21, junho de 2017 às 18:46

feminicidio

A Defensoria Pública do Estado do Piauí tem desenvolvido o acompanhamento de mulheres vítimas de violência e defendido a atuação articulada entre os órgãos integrantes da Rede de Atendimento à mulher em situação de violência, na buscando por intensificar estratégias específicas que alcancem a eficácia no atendimento nessa área de atuação. Frente a essa realidade a Defensoria Pública repudia qualquer forma de agressão contra mulheres e vê com extrema preocupação os casos de feminicídio registrados em Teresina nos últimos dias.

“Os números são estarrecedores, e a cada dia somos surpreendidas com mais um feminicídio. Muitas vezes nos sentimos impotentes diante de casos como esses. Podemos perceber o quanto de machismo há nessas condutas, que muitos homens ainda têm um sentimento de posse com relação a suas esposas, companheiras, namoradas. Enquanto não houver uma profunda mudança na sociedade, enquanto não absorvermos a necessidade de reconhecer e tentar desconstruir o machismo, através de constantes debates e de uma educação atenta à igualdade de gênero, vamos continuar perdendo nossas mulheres. Ademais, pontuo aqui a necessidade das mulheres continuarem acionando os serviços disponíveis, relatando a violência, buscando auxílio. Pois, apesar de ainda estarmos inseridas nessa triste realidade, também temos a certeza de que muitos feminicídios são diariamente evitados pela intervenção da rede de atendimento às mulheres. Mensalmente são deferidas dezenas de medidas protetivas em favor de mulheres em situação de violência, garantindo o afastamento do agressor e outras providências. Por isso, continuemos na LUTA, sempre demonstrando nossa indignação e repúdio diante desses crimes tão bárbaros!”, afirma a Coordenadora do Núcleo da Mulher em Situação de Violência da DPE-PI, Defensora Pública Dra. Lia Medeiros do Carmo Ivo.

“É inadmissível que mulheres continuem morrendo pelo simples fato de serem mulheres. O feminicídio quase sempre é cometido por parceiro íntimo, em contexto de violência doméstica e familiar, geralmente precedido por outras formas de violência e, portanto, poderia ter sido evitado. Trata-se de um problema global, que precisa ser combatido com eficácia e a Defensoria Pública está vigilante, buscando desenvolver ações que empoderem as mulheres, que as façam ter consciência de seus direitos e ao mesmo tempo respaldando-as para que denunciem qualquer tipo de agressão, assim como lhe oferecendo os serviços necessários nessa luta contra a violência que é de todos nós”, pontua a Defensora Pública Geral, Dra. Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes.