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Defensoria Pública manifesta pesar pela morte da cantora Maria da Inglaterra

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Publicado em 08, maio de 2020 às 08:55

maria

A Defensoria Pública do Estado do Piauí lamenta a morte da cantora Maria da Inglaterra, na quinta-feira (07), no Hospital de Urgência de Teresina, vítima de insuficiência renal crônica. Personalidade querida no Piauí, Maria da Inglaterra se popularizou com centenas de composições com forte cunho folclórico,  entre as quais “O peru rodou”, que se tornou marco nas manifestações culturais do Estado.

Recentemente a Defensoria Pública homenageou Maria da Inglaterra dentro da Campanha Mulheres Plurais, que evidencia histórias femininas de lutas e conquistas de direitos, destacando a importância das mulheres na construção da cidadania nas mais diversas áreas.

A Defensoria Pública solidariza-se com a dor da família.

Maria da Inglaterra permanecerá viva no cenário cultural piauiense.

Erisvaldo Marques dos Reis
Defensor Público Geral do Estado do Piauí

 


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#mulheresplurais | Foi em Luzilândia, no interior do Piauí, em 21 de janeiro de 1940, que nasceu Maria Luiza dos Santos, a Maria da Inglaterra. Cedo ganhou asas para os palcos e os braços do povo piauiense, por meio de um trabalho musical com fortes traços de folclore, destacando a cultura local. Hoje existem mais de duas mil músicas de autoria dessa senhorinha que enfrentou preconceitos e várias outras dificuldades para escrever seu nome na história cultural do Piauí, chegando a ser conhecida em muitos estados do Brasil. Quando jovem, Maria da Inglaterra dividia o tempo entre ir à escola e ajudar os pais na agricultura. Ela mesmo que conta: “trabalhei no pesado desde muito cedo, capinava, apanhava legumes para o meu pai. Também não tínhamos muita comida. Era difícil”. Mesmo tendo frequentado a escola, ela afirma não sabe ler nem escrever e diz que compõe influenciada por “uma moça e um rapaz que saem da luz” e que lhe ensinaram a cantar. A composição “O Peru Rodou”, com a qual venceu, em 1973, o Festival Universitário em Teresina e também foi título do seu primeiro disco lançado em 2002, a tornou conhecida em eventos culturais realizados nas praças da Capital e, posteriormente, em demais atividades desenvolvidas em todo o Estado, assim como fora dele. Participou do projeto Pixinguinha no Rio de Janeiro em 1980. Em 2009 lançou o CD “Alegria de viver”. Em 2010 foi homenageada no Dia Internacional da Mulher pelo programa Domingão do Faustão. Maria da Inglaterra já viajou vários estados apresentando e levando a cultura piauiense, na sala Funarte, no Itaú Cultural (em São Paulo) . Lançou também um DVD e documentário intitulado de “Maria entre amigos”, com a participação de interpretes e depoimentos de personalidades da cultura piauiense e brasileira. Foi casada por mais de 30 anos com Otacílio, que além de companheiro era um grande incentivador de sua carreira, transcrevendo as composições que brotavam na mente de Maria. Após o falecimento do marido, Maria da Inglaterra passou a registrar suas composições em um gravador. Hoje a mulher nordestina e negra, Maria da Inglaterra, está impossibilitada de cantar devido a problemas de saúde. ✔️Veja mais na postagem.

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