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Defensoria Pública participa de Seminário alusivo ao dia 13 de Maio na Comunidade Quilombola dos Macacos

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Publicado em 20, maio de 2022 às 10:59

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Em evento alusivo ao dia 13 de Maio, data do transcurso da abolição da escravatura no Brasil, a Defensora Pública idealizadora e coordenadora do projeto Vozes dos Quilombos, Karla Araújo de Andrade Leite, e o Defensor Público Igo Castelo Branco Sampaio, do Núcleo Especializado de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Piauí, participaram de um seminário promovido pela Comunidade Quilombola dos Macacos, localizada na zona rural do município de São Miguel do Tapuio. A iniciativa teve como foco o debate sobre a abolição da escravatura no Brasil, mostrando que ainda há muito a se buscar, ampliando a discussão acerca da realidade da população negra brasileira 134 anos depois da abolição da escravatura.

“A Defensoria do Piauí através do Projeto Vozes dos Quilombos e do Núcleo de Direitos Humanos participou do Seminário organizado pela Associação Quilombola dos Macacos, oportunidade em que fortalecemos nosso compromisso com a orientação em diretos e assessoria jurídica”, destacou a Defensora Pública Karla Andrade, ao falar sobre a importância em ressignificar a data de 13 de Maio como um dia de denúncia contra o racismo e a desigualdade racial no país.

Regional 2O projeto Vozes dos Quilombos, coordenado pela Defensora Pública Karla Andrade tem por objetivo buscar estreitar laços entre a Defensoria Pública e as comunidades quilombolas, com vistas a garantir uma atuação satisfatória, efetiva às demandas e necessidades sociais, além de atuar como intermediador, junto ao Governo do Estado, na integração de políticas públicas para essas comunidades.

Sobre o encontro, o titular do Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da DPE/PI, Defensor Público Igo Castelo Branco de Sampaio, destacou a importância de conhecer de perto as vivências da comunidade, reforçando a necessidade de reparação no campo histórico, cultural e, especialmente, por direitos dessas comunidades. “Conhecemos a realidade local, onde os membros da comunidade quilombola relataram as principais dificuldades, os desafios enfrentados, quais as estratégias que eles utilizavam e os principais problemas pautados […] Diante dos problemas apresentados, e com a presença de órgãos como a Defensoria Pública da União, Interpi, Sasc, Conselho de Igualdade Racial, e também diversas secretarias e membros do poder legislativo municipal, participamos de uma discussão sobre estratégias de superação dessas dificuldades onde foram propostas diversas ações para debelar esse problemas”, afirmou.

Entre as demandas sugeridas  pela comunidade constam melhorias efetivas na educação, respeitando a especificidade étnico-cultural, como valores e a história da comunidade, além de demandas relacionadas à promoção da saúde e de regularização fundiária. “ Foi reforçada essa parceria entre a Defensoria Pública e a comunidade quilombola, e as demais instituições presentes, e também  foram firmados novos compromissos, visitas à comunidade, para acompanhar mais de perto as demandas apresentadas”, finalizou o Defensor Público.