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Defensoria se engaja em projeto para dar visibilidade a autoras negras

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Publicado em 12, setembro de 2019 às 17:16

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O Defensor Público Geral do Estado do Piauí, Dr. Erisvaldo Marques dos Reis e a Subdefensora Pública Geral, Dra. Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior, receberam nesta quinta-feira (13), a professora Andreia Marreiro Barbosa, a Coordenadora da Pós-Graduação em Direitos Humanos Esperança Garcia da Faculdade Ademar Rosado, oportunidade em que trataram sobre o fortalecimento da parceria entre a Defensoria Pública e a Pós-Graduação, com o desenvolvimento do Projeto Esperançar, visando estimular a leitura de obras produzidas por autoras negras. A Diretora das Defensorias Públicas Regionais, Dra. Karla Araújo de Andrade Leite, esteve presente ao momento.

A intenção é que o Projeto seja desenvolvido em três etapas, sendo a primeira a divulgação de autoras negras e suas obras, visando que sejam conhecidas e reconhecidas no âmbito da Defensoria; a segunda com a promoção de roda de conversa, objetivando a discussão das referidas obras; e a terceira com a arrecadação das obras lidas, as quais serão doadas às participantes do Projeto Defensoras Populares, desenvolvido pela Defensoria Pública, a fim de iniciar uma biblioteca que servirá às multiplicadoras formadas no projeto e pessoas que com elas convivem.

O Projeto Esperançar nasceu após o assassinato da vereadora Marielle Franco e tem também em Esperança Garcia a sua inspiração. “Tivemos essa reunião para pensar o Projeto Esperançar com as Defensoras, instituindo essa parceria da Pós-Gradução de Direitos Humanos Esperança Garcia com a Defensoria Pública, nesse projeto de estimular a leitura de autoras negras e seguir nessa continuidade do convênio”, explica a Professora Andreia Marreiro.

Para a Subdefensora Pública Geral, Dra. Carla Yáscar Belchior, aderir ao Projeto é um ganho para a Defensoria. “Será uma grande satisfação trabalhar em parceria com a Professora Andreia Marreiro e desenvolver o Projeto Esperançar dentro da Defensoria Pública, desta feita para difundir as histórias, vivências e pensamentos das autoras negras entre todos os profissionais da Instituição, sensibilizando-nos cada vez mais. Por fim, distribuir as obras lidas às multiplicadoras formadas no Projeto Defensoras Populares contribuirá para o seu empoderamento e somará muito para que continuem a sua luta diária e em prol dos direitos humanos.”

O Defensor Público Geral, Dr. Erisvaldo Marques, concorda sobre a importância da iniciativa. “A Defensoria Pública recebe com satisfação a proposta. Temos a convicção que poder contribuir para dar visibilidade a essas autoras negras certamente será um diferencial, porque se destina a corrigir uma falha histórica, advinda de uma cultura racista que silenciou por tantos anos as vozes das mulheres negras no Brasil, desconhecendo essas autoras e a importância que elas têm para a literatura nacional. Será uma satisfação poder colaborar com tão importante iniciativa”, diz Dr. Erisvaldo Marques.