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Núcleo de Direitos Humanos vai pedir providências à PM sobre denúncia de agressões na Casa Hip Hop

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Publicado em 15, agosto de 2018 às 08:07
Dr. Igo de Sampaio e representantes do Movimento Hip Hop

Dr. Igo de Sampaio e representantes do Movimento Hip Hop

O Defensor Público Titular do Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Piauí, Dr. Igo Castelo Branco de Sampaio, recebeu no último dia 09,  grupo de coordenadores da Casa Hip Hop, localizada no Parque Piauí, oportunidade em que solicitaram da Defensoria Pública o apoio e providências em relação a intervenção realizada pela Polícia Militar no referido estabelecimento, no último dia 08, sob alegação de denúncia de consumo e venda de drogas durante o evento Sesc Amazônia das Artes 2018.

De acordo com os coordenadores da Casa Hip Hop, a abordagem policial foi realizada de forma brusca, sem haver qualquer diálogo com a Coordenação. “Os Coordenadores relataram que no momento da intervenção ocorreram várias arbitrariedades, entre as quais atos truculentos e xingamentos. A ideia agora é conversar com os que estavam presentes para que a Defensoria Pública se inteire melhor do ocorrido e, no seu mister de promoção dos Direitos Humanos, tome as  providencias cabíveis. De antemão já nos colocamos à disposição para falar com a Polícia Militar,  cobrando as razões dessa operação, o que a motivou e que providências serão tomadas para responsabilizar quem cometeu o ato violento. Faremos contato com o Comando e a Corregedoria da PM. Inclusive nossa preocupação é que isso vire uma prática corriqueira, já que  fora essa denúncia específica, existem outras no tocante a atividades culturais envolvendo pessoas que vivem na periferia”, afirma Dr. Igo de Sampaio.

O Defensor Público ressalta que o Núcleo de Direitos Humanos está atento a qualquer forma de discriminação e violência. “Sempre combatemos a seletividade quando se trata da atuação contra a criminalidade. A questão da segurança, do combate à violência, não pode ser direcionada para pessoas específicas, como pobres e negros. Vemos com preocupação essa clara violação dos direitos,  vamos levantar dados, provas e tomar as providências cabíveis, desde o acompanhamento da responsabilização administrativa criminal e, futuramente, até uma responsabilização do Estado, no tocante aos danos causados aos presentes no momento da abordagem. Estamos nos colocando à disposição não só do Movimento Hip Hop, mas de todos os jovens da periferia a mercê desse tratamento”, ressalta Dr. Igo de Sampaio.