A Defensoria Pública levou, nesta terça-feira(25), vinte e seis mulheres que participam da atual formação do Curso Defensoras Populares para vivenciarem a realidade da Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, em Teresina. A atividade contou com a presença da defensora pública geral em exercício e coordenadora do Projeto Defensoras Populares, Verônica Acioly de Vasconcelos, e da coordenadora do Sistema Prisional da DPE-PI, defensora pública Irani Albuquerque Brito, que esteve no local com sua equipe prestando serviços às mulheres privadas de liberdade. O momento foi visto pelas participantes como uma oportunidade para aproximar o Projeto Defensoras Populares da vivência concreta das mulheres privadas de liberdade, fortalecendo a formação das futuras defensoras populares, cuja formatura acontece no dia 12 de dezembro.
A diretora da Penitenciária, policial penal Lívya Martins, conduziu a visita e apresentou o funcionamento da unidade, proporcionando um momento de diálogo e troca de experiências. As participantes do curso Defensoras Populares, Ângela Avelino e Clarisse Louise, destacaram que a oportunidade de ver de perto a rotina do sistema prisional ampliou a compreensão que tinham sobre essa realidade e transformou a forma como enxergam o sistema.
“Foi uma experiência muito enriquecedora, porque tivemos a oportunidade de ver como o Sistema Penal aqui no Piauí mudou, e como é o tratamento com as mulheres, oferecendo diversas oportunidades para que elas possam sair daqui e serem inseridas na sociedade de forma digna. Foi muito bom estarmos aqui hoje para aprender como é feito esse trabalho”, disse Clarisse Louise.
“O projeto é extremamente benéfico, pois ajuda a desmistificar essa visão que temos da penitenciária ser um lugar sem oportunidades, aqui elas têm muitas oportunidades”, concordou Ângela Avelino.
A defensora pública geral em exercício e coordenadora do Projeto Defensoras Populares, Verônica Acioly, destacou que foi uma rica experiência para todas as participantes. “Essa visita a outras mulheres privadas de liberdade representa a busca da Defensoria de aproximar mulheres das comunidades, das instituições do Sistema de Justiça, fomentando uma cultura de educação de direitos, contribuindo assim para a prevenção de violações”, ressaltou.