O defensor público Igo Castelo Branco de Sampaio, titular do Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Piauí, esteve presente, nesta terça-feira(15), na audiência pública sobre fornecimento de água para consumo humano nos locais onde há grande concentração de pessoas em situação de rua em Teresina, realizada no auditório do Ministério Público do Piauí. A coordenação dos trabalhos foi feita pela promotora de Justiça Myrian Lago, proponente da audiência.
O poder público deve possibilitar às pessoas em situação de rua o acesso à hidratação, além de higienização pessoal, mediante a oferta de bebedouros, torneiras coletivas, fontes públicas e outras formas de acesso livre e gratuito à água, em várias regiões da cidade.
“Questionamos qual seria um ponto importante para conseguir minorar o sofrimento, e é o acesso à água, não apenas para a pessoa beber, mas para se refrescar, tomar banho, lavar roupa, atender a outras necessidades, e que fosse de forma descentralizada. Hoje nós temos equipamentos que atendem à população em situação de rua, mas muitos deles estão localizados no centro da capital”, comentou a promotora Myrian Lago.
O defensor público Igo Castelo Branco falou sobre o posicionamento da Defensoria frente a situação. “Foi muito importante a participação do Núcleo de Direitos Humanos na audiência pública, por ser um órgão de promoção de direitos humanos e em razão da população em situação de rua ser um dos públicos aos quais a atuação do Núcleo está dedicada. Na ocasião foram partilhadas experiências e apresentadas sugestões e recomendações visando a construção de políticas públicas mais efetivas e que garantam à população em situação de rua o direito a um amplo acesso à água potável em quantidade e qualidade adequadas”, destacou.
*Com dados do MP/PI