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Defensoria participou do I Congresso Internacional de Educação Escolar Indígena, Quilombola e do Campo

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Publicado em 25, agosto de 2025 às 10:33

Igo Sampaio def

O defensor público Igo Castelo Branco de Sampaio, titular do Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Piauí, representou a Instituição na abertura do I Congresso Internacional de Educação Escolar Indígena, Quilombola e do Campo, realizado de 21 a 23 deste mês de agosto no Cine Teatro da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. O encontro, inédito no estado, reuniu mais de 350 participantes, entre lideranças comunitárias, gestores, pesquisadores e convidados nacionais e internacionais.

Promovido pela Seduc em parceria com a UFPI, o congresso discute políticas públicas voltadas para o acesso, a permanência e o sucesso escolar de comunidades tradicionais, respeitando suas identidades, culturas e formas próprias de aprender.

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A conferência de abertura foi feita pelo escritor e filósofo Daniel Munduruku, que abordou Educação Escolar Indígena, Quilombola e do Campo: saberes ancestrais, territórios de resistência e direito à existência. “Muito importante celebrarmos todos esses avanços que temos aqui, no Piauí, que, até poucos anos atrás, diziam não ter a presença de indígenas, apesar de ter o sítio arqueológico mais antigo do país. A restauração dessa presença é uma forma de restabelecer à memória do povo piauiense”, destacou o palestrante.

O secretário da Educação, Washington Bandeira, destacou que a iniciativa é parte de um esforço maior da rede estadual para consolidar políticas de equidade étnico-racial. “Criamos as primeiras escolas indígenas e quilombolas da rede estadual e uma diretoria para tratar desta pauta, aprovamos as diretrizes curriculares e convocamos profissionais das comunidades nestas áreas, realizamos ações especiais de alfabetização e capacitação profissional, implementamos um grande programa de educação para as relações étnico-raciais e uma disciplina de história e cultura afro-brasileiras, fortalecemos a estrutura e o currículo das escolas do campo e muito mais”, disse.

O defensor público Igo Castelo Brnaco por sua vez destacou a importância do evento em razão da possibilidade de partilha direta de experiências de comunidades quilombolas, indígenas e do campo e a construção de entendimento visando uma efetiva atuação dos órgãos envolvidos em garantir os direitos ligados à educação de tais comunidades.”A Defensoria Pública como um órgão de promoção de direitos humanos monitora a implementação de tais políticas e assim foi oportunidade ímpar para dialogar com os presentes e melhor compreender a atual situação da implementação do direito à educação em tais comunidades”, disse.

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