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Defensoria Pública realiza I Encontro de Desenvolvimento Profissional em São Raimundo Nonato com foco em práticas contracoloniais

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Publicado em 15, setembro de 2025 às 09:11

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A Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE/PI) promoveu, na última sexta-feira (12), o I Encontro de Desenvolvimento Profissional da Defensoria Pública Regional de São Raimundo Nonato, com o tema “A Defensoria Pública como Prática Contracoloniais”. O evento ocorreu na sede da Defensoria Regional, reunindo defensoras, defensores públicos, servidores e estagiários em um espaço de diálogo e aprendizado coletivo.

A programação contou com palestra da defensora pública Karla Andrade, coordenadora das Defensorias Públicas Regionais, que apresentou reflexões sobre a natureza jurídica da instituição e o contexto histórico de sua previsão na Constituição Federal de 1988. “Fiz um treinamento intensivo com a equipe de São Raimundo Nonato sobre a natureza jurídica da Defensoria Pública e em que contexto histórico a instituição foi prevista na Constituição Federal de 1988. Falei da importância de pertencimento a uma instituição contracolonialista do Sistema de Justiça, e a equipe de servidores teve oportunidade de tirar suas dúvidas sobre algumas teses referentes ao nosso papel constitucional”, destacou.

Segundo a defensora, a iniciativa proporcionou uma experiência diferenciada, marcada pela proximidade com a equipe local. “O grande diferencial foi um curso crítico e reflexivo vir até o Núcleo, e não o contrário. Nada supera um treinamento em pequena turma e de forma presencial. Considero que vivemos uma manhã de verdadeiro treinamento”, avaliou Karla Andrade.

Para a defensora pública Camila Bernardo, titular da 1ª Defensoria Pública Regional de São Raimundo Nonato, a realização do encontro representa um marco importante para a instituição, especialmente por ocorrer de forma descentralizada. “A proposta do encontro é refletir sobre o nosso papel enquanto instituição de acesso à justiça, valorizando práticas que respeitam as identidades e realidades locais. O fato de estarmos realizando esse processo de formação nos próprios núcleos do interior fortalece nossa atuação e aproxima ainda mais a Defensoria das comunidades. É um momento de troca, aprendizado e reafirmação do nosso compromisso com uma Defensoria mais humana, acessível e anticolonial”, afirmou.